Desigualdade Social


Desigualdade social, a meu ver, sempre ira existir. Sempre irá existir porque ela se entrelaça no sistema vigente, donde a classe no comando, através dos condicionamentos (históricos, econômicos, míticos entre outros), detém a autoridade e a dominação de forma a manutenção do poder.
Sempre existira, pois ela está nas gêneses das instituições, instrumentos de propagação das idéias, geralmente, difundidas por uma minoria. Sempre existira, pois diante as diversidades, é quase que impossível que se alcance uma igualdade em todos os âmbitos, seja de gênero, religioso, profissional, econômico, enfim, a desigualdade é inerente a vida social, é inerente ao processo histórico, sendo inevitável a existência do fenômeno da dominação. Esse processo não necessariamente é penoso, pelo contrario, é necessário para que se aja essa forma de organização das sociedades para uma melhor vivencia de seus membros. Ressaltando que todo esse processo alcançar todas as relações sociais, desde famílias, grupos de encontros e amigos às culturas inteiras, que pelo meio de dominação pura proposto por Webber (dominação legal, tradicional e carismática) influem no meio em que vivem, seja para conservação seja para reformulação dos ideais.
     A desigualdade sendo inerente aos sistemas sociais deve ser pensada não como problema a ser combatido, mas sim como diferencial, produto natural de ações dirigidas por quem domina, que pode diferir em grau, podendo ou não, constituir risco as práticas sociais. A vida em sociedade, faz necessário a organização, nesse processo exigisse uma hierarquização que por meio dos condicionamentos vigentes, firmam sua autoridade formando um sistema de dominação.  Essa dominação serve de amparo aos anseios da sociedade, de forma a ser sua voz e sua representação. O que acontece na realidade difere da idealização, onde tais sistemas servem como instrumento por parte de “um” dominador para o menosprezo dos demais e não de constituição da vida em comunidade. É preciso uma tomada de conscientização desse processo por parte da população, para não ver os sistemas como sagrados e absolutos, contestando-os, recriando-os, para que não se tenha uma discrepância entre as elites e os subalternos, diminuindo o abismo entre os extremos, de forma a amenizar os danos nos menos favorecidos. É nesse sentido que deve ser encarada essa problemática, onde o fenômeno da desigualdade tem que ser visto como natural, mas que sua dominação atenda as necessidades gerais, de forma a garantir os direitos de todos os seus integrantes.
  
Texto de Kiever Jonny

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