Discutir
o embate entre as correntes da essencialidade e da construtividade, nos estudos
sobre sexualidade, constitui, a meu ver, um pseudo-problema. Na qual a busca
epistemológica dessas visões, ofusca a interação de ambos os conceitos para a
questão abordada.
O essencialismos indaga que a sexualidade decorre de fatores biológicos, sendo
essa pertinente a natureza humana, na busca de perpetuar a espécie. O
construtivismo enxerga essa problemática numa perspectiva social e histórica;
defendendo que a sexualidade é uma representação simbólica, presente aos
indivíduos de uma dada cultura.
É necessário ressaltar que ambos não negam a influencia das variantes
culturais, sociais e biológicas, apenas diferem no grau que fundamentam suas
ideias. O essecialismo é mais centrado nos aspectos biológicos definidos pela
hereditariedade, enquanto que o construtivismo dá maior ênfase aos aspectos sociais.
Será a sexualidade de cunho exclusivamente biológico ou determinado em grande
parte pela genética, como defende a tradição essecialista? Ou será uma
representação cultural e simbólica passada através dos tempos, ultrapassando a
atividade reprodutiva, como apoia o construtivismo social?
Nos seres humanos acredita-se que tais características vindas do biótipo não
são mais tão relevantes na sexualidade, já que com a evolução sócio-cultural
nós apreendemos a “driblar” tais reflexos inatos.
Burrhus F. Skinner propõe que o comportamento
humano dar-se-ia pela tríplice contingência: 1 - Nível Filogenético: que
corresponde aos aspectos biológicos da espécie e da hereditariedade do
indivíduo; 2 - Nível Ontogenético: que corresponde a toda a história de vida do
indivíduo; 3 - Nível Cultural: os aspectos culturais que influenciam a conduta
humana. Sendo que não há uma sobreposição entre eles.
Finalizo tal discussão enfatizando a sexualidade na sua totalidade. O homem é
um animal biológico e um ser social, na qual tem no seu ímpeto necessidades,
inerentes à espécie, que são moldadas frente à realidade cultural vivenciada. O
essencialismo ou construtivismo, um não nega o outro, são de suma importância
para entender a sexualidade, na busca de uma melhoria de vida da sociedade.
Texto
por: Kiever Jonny

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