Avaliar já faz parte do processo do homem de conceber
o mundo em que vive; avaliamos tudo e a todos, a cada instante num processo
primitivo de defesa, que nossos ancestrais buscavam através dessa, tentar predizer
condições de perigo a si e ao grupo inserido no habitat. Essa forma “inerente”
do homem julgar o meio em que vive, se perpetua até os dias atuais, do mais
variados temas, desde simples a grande focos; avaliamos, nosso desempenho, o
comportamento de uma pessoa, a eficiência de um funcionário, o sabor de um
alimento, se é a favor do aborto, entre outros.
Posicionar-se sobre algo, revela-se
em três facetas, uma cognitiva, afetiva ou emocional e comportamental, que
forma o conceito de atitude.
Muitas vezes convergindo de forma automática,
os condicionamentos históricos, crenças e valores, processos de socialização
primaria e secundária e fatores fisiológicos, entre outros, servem de “atalho”
para formulação de um “gostar ou não gostar” de algo ou alguém por exemplo, sem
que haja um refinamento critico diante determinadas situações.
Outras pesamos os pós e contras, as
vantagens e desvantagens, ponderamos o custo beneficio, as consequências, raciocinamos, usamos a lógica, formulamos um
método, sempre em busca de abstrair uma avaliação mais correta, ou assertiva
mesmo que o coração diga o contrario.
Outras vezes quem fala é o nosso
agir, a maneira como nos comportamos, mas muitos podem questionar, e como não
saber se esse agir não pode ser maquiado frente a determinadas ocasiões, o comportamento
voluntário pode até ser maquiado (isso é um dos fatores que possibilitam a
mudança de atitude), mas sempre a comportamentos que fogem do nosso campo de
visão e acabam por revelar nossos sentimentos e pensamentos.
Apesar da natureza estável das
atitudes, elas podem serem modificadas, e adaptadas.
É importante salientar, que essas
três porções formadora da atitude (cognição, afetividade, e comportamento), são
interligadas e tendem a serem congruentes, e quando ha um desequilíbrio de um
desses fatores, a uma força para manutenção e volta do equilíbrio.
Como
a atitude move-nos frente ao mundo, conhecer como e o porque de determinadas
atitudes tornam-se uma arma importante tanto no meio publicitário, político,
como apenas fazer alguém concordar com seu ponto de vista.
Mudar a forma do outro ver o mundo,
será isso manipular a vontade do outro? Será isso ir contra a liberdade, crença
e pensamento? Até que ponto tentar persuadir o outro não é eliminar sua
individualidade?
Fazemos isso diariamente, no nosso
dia a dia, tentamos convencer o outro e faze-lo mudar de atitude, apelando ou
para um argumento mais lógico, ou lado sentimental, ou mostrando na pratica o
porquê daquela ser a melhor atitude.
Avaliar, o meio em que vivemos e
tentar persuadir a quem nos escuta, é um processo social, e importante, para
que haja o desenvolvimento da ciências, costumes, do mundo. Imagine o que seria
da humanidade se Eva não tivesse convencido Adão de comer a maçã.
Mas de onde vem, como são construídas
as atitudes? Será inatas, ou construídas? Eu acho que coexiste as duas, visto
que somos seres biológicos, que não definem mas dão parâmetros bases, que o
meio interferirá causando as variações de acordo com o estimulo empregado.
Mas será que existe uma atitude
melhor que outra? Se levarmos em conta uma teoria evolutiva, possivelmente irá
encontrar-se justificativas não da melhor, mas da mais adaptada que
consequentemente será difundida.
Mas se apreendemos o mundo pelos
sentidos, e esses são falhos, como cita Platão, não seriam ilusões também tais
atitudes, que distorcem nossa visão de mundo? Antes de perguntar qual é a
melhor, cabe citar o referencial; melhor para quem?
Diante um mundo de n variáveis, vamos
mudando e sendo mudados, como fala Sartre, pelo olhar e julgar do outro nos
construímos, mas são nossas atitudes, que nos possibilitam abstrair um
conhecimento que não total, mas significativo do outro.


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