Na vida
assim como num jogo de xadrez, as vezes se faz necessário sacrificar algumas
pedras, para conseguir algum objetivo, abrir mão de algo nem sempre é fácil,
pois pode ser que se não for uma jogada bem articulada seja um sacrifício em
vão, mas se bem pensada e refletida, pode ser de grande efeito.
Na vida por
medo de abrir mão, ficamos estagnados; o medo de viver o presente trava-se a
historias do passado, a vínculos mal fechados, e a sentimentos forjados e manipulados,
numa falsa ilusão de felicidade.
Mas o jogo
(vida) continua, e se faz necessário movimentar peças, o medo de perde-las, nos
estagna, nos aprisiona, entra a duvida, qual peça sacrificar? Ai voltamos ao
passado e a ele nos confortamos, e a ele nos seguramos, e colocamos nas experiências
desses a resposta de nossas aflições. Mas será que não é esse passado que nos
impede de nos pensar a próxima jogada? Uma pedra que se sacrificada daria o
jogo? A vitoria?
Começamos descartando
as peças de menos valores, colegas que a vida em seu curso natural tende a
afastar; mas que algumas permanecem presas sem fazer influencia no jogo (os
peões) temos os “amigos” mais próximos, são os que pulam obstáculos para nos da
apoio, mas quando encurralados são os primeiros a pular fora (cavalo); temos
também os anjos enviados pelo senhor que nos guiam na busca do caminho certo
(bispo); a nossa família que ao mesmo tempo distante é o que da a proteção e
forma de nossa personalidade (torre); a nossa arma secreta, pessoa de todas as
horas, que daria sua vida em sacrifício(rainha) e por ultimo nós mesmo, com
nossos medos anseios ficamos rodeados das demais peças desse jogo chamado vida,
sacrificando-as, na busca eloquente de sobrevivermos as nossas próprias escolhas
(rei).
Mas uma hora
a vida vem e te da um xeque; é dizendo, abra seu olho, vai perder o jogo por
besteira; presta atenção. Antes que venha a próxima jogada e seja um fim do
jogo (xeque-mate).

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